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Carnaval Carioca 2004
 




Beija-Flor foi bicampeã de ponta a ponta

Foi uma vitória de ponta a ponta. A Beija-Flor foi bicampeã com o enredo "Manôa, Manaus, Amazônia, Terra Santa...que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz" após liderar durante a apuração de todos os quesitos. A escola perdeu apenas 1.3 pontos, somando 388.7. A azul-e-branco conquistou oito títulos desde a sua fundação.

A grande surpresa deste carnaval foi a Unidos da Tijuca, que fez um desfile inovador e foi vice-campeã, desbancando escolas 'grandes'. O carnavalesco Paulo Barros, que ganhou o Estandarte de Ouro de Revelação, projetou detalhes revolucionários, como um carro em que as principais alegorias eram 123 pessoas pintadas de azul e fazendo coreografias.

Este vice-campeonato é a segunda melhor colocação da história da Unidos da Tijuca, que possui um título do carnaval. O resultado foi muito festejado pela escola.

A definição da vice-campeã se deu apenas no último quesito, Evolução. A Unidos da Tijuca começou a apuração do quesito um décimo atrás da Mangueira, mas terminou empatada, com 387.9 pontos. A Unidos da Tijuca levou o vice-campeonato porque este ano Evolução foi sorteado como critério de desempate. Mesmo se o critério fossem as notas de Bateria, como em outros anos, a Unidos da Tijuca levaria a melhor sobre a Mangueira.

O quesito bateria só teve nota de três dos quatro jurados. As notas do jurado Ivan Paulo foram canceladas por quebra de sigilo.

Jamelão, intérprete da Mangueira, ficou muito irritado com o terceiro lugar. Em entrevista à Rádio Tupi, disse que alguns jurados têm idéias mirabolantes.

- É dificil ser julgado por esse negocio de jurados, essa que é a verdade. Não estou chorando, não, mas esses homens não têm hombridade, são vendidos, são venais. Eles gostam de dinheiro, o negócio é esse. Eles têm o envelopezinho deles e o negócio é esse - disse Jamelão.

A Viradouro ficou em quarto com 386.9. O diretor da escola, Wanderley Borges, ao convocar os componentes para o Desfile das Campeãs, no sábado, disse que o quarto lugar vai ficar atravessado na garganta porque foi injusto. Ele deu parabéns a todos que enfrentaram o desfile debaixo de chuva. Na escola, o clima é de inconformismo pela perda de pontos em vários quesitos. As notas que o presidente achou mais injustas foram as de samba-enredo e mestre-sala e porta-bandeira. A escola perdeu três décimos em ambos os quesitos.

A Imperatriz Leopoldinense ficou em quinto com 386.5 e em sexto o Salgueiro, com 386.2. O bicheiro Maninho, patrono do Salgueiro, reclamou de notas dez conferidas 'a escolas que desfilaram com carros quebrados' numa referência à Beija Flor. As seis escolas farão o desfile das campeãs no sábado.

A Portela, apontada como uma das favoritas, terminou em sétimo lugar. A escola chegou a ficar entre as três primeiras por boa parta da apuração, mas perdeu muitos pontos nos quesitos Alegorias e Adereços (perdeu 1.3) e Conjunto (perdeu 1.2).]

A Mocidade ficou em oitavo. O Império Serrano, vencedor do Estandarte de Ouro, terminou em nono lugar. O único quesito em que a escola não perdeu pontos foi Samba-Enredo. Todos jurados deram 10 ao samba "Aquarela Brasileira", de Silas de Oliveira, de 1964.

A São Clemente ficou em último, e está rebaixada para o Grupo de Acesso A. O presidente, Renato Gomes, reclamou do resultado. Segundo ele, é o quinto ano consecutivo que a escola que desfila primeiro cai. Renato Gomes acredita que os jurados não estejam na verdade assistindo aos desfiles das primeiras escolas.

A reedição de sambas antigos, autorizada pela Liga das Escolas de Samba (Liesa) para comemorar os 20 anos do Sambódromo, agradou ao público, mas não aos jurados. Das quatro escolas que optaram pela reedição, apenas uma, a Viradouro, voltará ao Sambódromo para o Desfile das Campeãs. Com o Círio de Nazaré, da Unidos de São Carlos, de 1975, a escola ficou em quarto lugar. A Portela, com Lendas e Mistérios da Amazônia (1970), ficou em 7º lugar , o Império Serrano, com Aquarela Brasileira (1964), em 9º lugar, a Tradição, com a reedição do samba da Portela Contos de Areia (1984), foi classificada em 12º lugar.

Antes da apuração das notas a notícia de que Joãosinho Trinta havia sido demito da Grande Rio movimentou o Sambódromo. A direção da escola disse que não estava satisfeita com o desenvolvimento dado pelo carnavalesco ao enredo "Vamos botar a camisinha meu amor". A Grande Rio terminou em décimo lugar.



Império Serrano desfila com 6 mil pessoas, e "Aquarela" levanta Sapucaí.


Até jurado levantou para cantar o samba-enredo "Aquarela Brasileira" ressuscitado pela Império Serrano neste Carnaval. A Marquês de Sapucaí inteira foi ao delírio com o samba que há 40 anos deu o quarto lugar à escola. Se repetir o feito este ano, já será lucro.



Prefeitura promove concursos para agitar o Carnaval de rua

Foliões e coretos mais animados serão premiados

Entre os dias 12 de janeiro e 06 de fevereiro estarão abertas as inscrições para o Concurso de Coretos de Bairros, promovido pela Prefeitura através da Riotur, para o Carnaval 2004. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas na Rua Marquês de Sapucaí – Passarela Professor Darcy Ribeiro, setor 11, sala 33, das 10h às 17h.

Podem se inscrever, todas as comunidades da cidade, que devem ser representadas por uma “Comissão de Carnaval”, composta por, no mínimo, cinco moradores. Comissões julgadoras, indicadas pela Riotur, irão considerar os quesitos criatividade, funcionalidade, conjunto e organização. No concurso, serão premiados os três primeiros colocados, avaliados nos quatro dias de folia. O primeiro levará R$ 8 mil, o segundo R$ 6 mil e o terceiro, R$ 4 mil.

Já para o Concurso Folião Original, as inscrições poderão ser feitas nas horas e locais onde serão realizados os concursos durante os dias 22, 23 e 24 de fevereiro, das 13h às 16h, na Avenida Atlântica (Praça do Lido) ou na Cinelândia. Qualquer pessoa pode participar, desde que esteja inscrita e se apresente devidamente fantasiada. O concurso será dividido em quatro categorias: individual adulto, individual infanto-juvenil, grupo (mínimo de três componentes) e grupo de Clóvis (mínimo de 15 componentes).

Cada categoria terá apenas uma etapa, exceto a infantil, que terá duas etapas eliminatórias, sendo uma na Praça do Lido, e outra na Cinelândia, onde também acontecerá a grande final, distribuída da seguinte forma:

Dia 22/02 – Eliminatória Infantil às 17h, na Praça do Lido (os três primeiros colocados disputarão a final junto com os três primeiros colocados na eliminatória da Cinelândia)

Dia 23/02 – Infantil (eliminatória e final) e Adulto (individual) às 17h, na Cinelândia

Dia 24/02 – Grupos e Clóvis, às 17h, na Cinelândia.



Concurso Público de Bandas Carnavalescas

São 63 bandas disputando classificação nos dias 06, 07 e 08/01,com entrada aberta ao público. Começa hoje, dia 06, o Concurso Público de Bandas Carnavalescas, promovido pela Prefeitura do Rio, através da Riotur, que irá classificar 30 bandas para tocar nos bailes populares, espalhados por toda a cidade, que acontecem durante os quatro dias de carnaval.
O concurso será realizado no Museu do Carnaval – Passarela do Samba Setor 11 (Apoteose), nos dias 06, 07 e 08/01, no horário das 10 às 17 horas, com entrada aberta ao público.
A disputa promete ser acirrada. A edição deste ano conta com 63 bandas, que foram divididas em três grupos de 21 concorrentes.
Serão escolhidas 30 bandas para tocar, animar e acompanhar os cantores nos Bailes Populares promovidos pela Riotur durante o Carnaval de 2004. As bandas classificadas receberão, cada uma, R$ 5.600,00 (cinco mil e seiscentos reais) para tocar em quatro bailes populares durante os dias de folia.

Tabela de Preços do Carnaval 2004

Ingressos do Setor 1 serão entregues às escolas de samba para distribuição nas comunidades .

A Prefeitura do Rio, através da Riotur, e a Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA) já têm definidos os preços dos ingressos de arquibancadas, frisas e camarotes para os desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2004. as datas de início das vendas e o esquema para compra estão acertados. A novidade fica por conta da distribuição dos 6.500 ingressos das arquibancadas do Setor 1. Estes serão entregues às escolas de samba para que repassem às comunidades. “Como estes ingressos não estarão à venda, a tendência é que se reduzam as filas no entorno do Sambódoromo para a compra de bilhetes dos setores populares”, explica o secretário Especial de Turismo, Rubem Medina.
Ainda em relação aos ingressos populares, as arquibancadas dos setores 6 e 13 terão os mesmos preços do Carnaval 2003 – R$ 10 (R$ 5 no Desfile das Campeãs). E para maior conforto do público, todas as cadeiras de pista destes setores serão trocadas.
Já os turistas ganharão mais espaço. Além do setor 9 e dos mil ingressos disponibilizados exclusivamente para o visitante brasileiro no Setor 7, o Setor 11 voltará a ser turístico. A definição se deu em função, principalmente, da quantidade de navios atracados no Píer Mauá durante o período
carnavalesco. Somente nos dias 22 e 23 de fevereiro, três grandes navios estarão no Rio de Janeiro, entre eles o Queen Mary, o maior do mundo, com capacidade para 2.620 passageiros.


Soberanos do Carnaval 2004

Prefeitura elegeu o Rei e a Rainha do Carnaval com muita folia na Cinelândia.
Foi num clima de festa e animação, que na última sexta-feira, dia 12 de dezembro, os candidatos a Rei Momo e Rainha do Carnaval foram escolhidos para representar em 2004 a cidade e o samba carioca. Wagner Jorge Wanderson, 27 anos, e Priscila Hirle Mendes, 24, ganharam a final do concurso de soberanos do Carnaval 2004 promovido pela Prefeitura do Rio, através da Riotur.
Wagner Jorge, que já tentou concorrer nos últimos anos, foi beneficiado pela novidade que o concurso apresentou esse ano. A não exigência do peso mínimo, fez com o que o novo Rei Momo, com seus 85kg pudesse concorrer.
No total, foram 17 candidatos a coroa de Rei Momo e 12 candidatas à faixa de Rainha 2004 julgados por uma comissão que esteve atenta à requisitos como espírito carnavalesco, domínio da arte de sambar e cantar além da beleza e facilidade de expressão.
Para garantir a diversão do público, o evento contou também com as apresentações dos cantores Dudu Nobre, Diogo Nogueira, Carlinhos Vergueiro, Dorina, Surica e as bandas Azul Limão e Luz Neon.

Confira o perfil dos vencedores:

Rei Momo 2004

Wagner Jorge Wanderson Santos Monteiro
Idade: 27 anos
Profissão: Leiturista (marcador de água) e entregador
Escola de Samba: Todas
Time do Coração: Flamengo
Altura: 1,80
Peso: 85kg

Rainha do Carnaval 2004

Priscila Hirle Mendes
Idade: 24 anos
Profissão: Estudante de Medicina (5º ano)
Escola de Samba: Grande Rio
Time do Coração: Flamengo
Altura:1,68
Manequim: 38

 
Beija-Flor foi bicampeã de ponta a ponta
 
A média das notas dos leitores do Globo do desfile das escolas de samba do Rio
 
Seis escolas disputam o título de campeã do Carnaval carioca  
Império Serrano desfila com 6 mil pessoas, e "Aquarela" levanta Sapucaí.  
Prefeitura promove concursos para agitar o Carnaval de rua  
Concurso Público de Bandas Carnavalescas  
Soberanos do Carnaval 2004  
Tabela de preços do Carnaval 2004  
Enredos das Escolas de Samba  
Ordem dos Desfiles do Grupo Especial
 
 


Escola Beija Flor
     
Escola Mangueira
 

MAPA DO SAMBODROMO


A média das notas dos leitores do Globo do desfile das escolas de samba do Rio

Domingo:
São Clemente - 8.95
Caprichosos - 8.32
Unidos da Tijuca - 8.88
Salgueiro - 8.82
Grande Rio - 8.42
Mangueira - 9.29
Portela - 9.3

Segunda-feira:
Tradição - 8.96
Porto da Pedra - 8.64
Imperatriz - 8.63
Império Serrano - 9.2
Beija-Flor - 8.85
Viradouro - 8.99
Mocidade - 8.89



Seis escolas disputam o título de campeã do Carnaval carioca.

Se fosse pelo público, provavelmente Império Serrano seria a campeã do Carnaval do Rio de Janeiro de 2004. Ressuscitando o samba-enredo "Aquarela Brasileira", a escola sacudiu o sambódromo e arrancou palmas até do jurado do quesito.
Mas a grande quantidade de integrantes, 6 mil, prejudicou a harmonia, e o desfile não chegou perto das apresentações da Portela, Beija-Flor, Salgueiro, Mangueira, Viradouro e Imperatriz, que despontaram como favoritas este ano.
Campeã do ano passado, a Beija-Flor defendeu a preservação da Amazônia. A comissão de frente --que encenava a agressão dos espanhóis contra os índios brasileiros-- e o carro abre-alas --um gigantesco navio representando a vinda dos espanhóis para as Américas-- mostraram criatividade e surpreenderam pelas cores e número de pessoas na avenida, provando que a escola entrou com tudo para levar o bicampeonato.
O enredo "Manôa, Manaus, Amazônia, terra santa...que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite paz" também mostrou que a natureza vem sendo desrespeitada há séculos.
O primeiro carro alegórico, com mais de 10 metros, entrou imponente na avenida, tendo à frente um navio tripulado pelos espanhóis. No meio, uma estrutura vertical acolhia homens com corpos e rostos pintados de dourado. A presença dessa cor em todo o carro e nos passistas iluminou a avenida e animou o público.
Apesar da chuva que começou logo que a escola pisou na avenida e foi engrossando ao longo do desfile, os integrantes e a platéia mostraram ânimo do início ao fim da apresentação.
Nada comparado, no entanto, com o delírio causado pela escola anterior, a Império Serrano, que reeditou um samba-enredo antigo, "Aquarela Brasileira", que exalta os encantos de todas as regiões do país. Há 40 anos, o samba deu o quarto lugar à escola.
O conjunto, no entanto, deixou a desejar. Apesar da empolgação dos 6 mil componentes, o dobro do tamanho normal da escola --o que quase comprometeu o quesito tempo--, a pobreza dos carros alegóricos, fantasias despencando pela avenida e até mesmo um tombo da porta-bandeira Fabiana em frente à cabine dos jurados deixaram a representante da Serrinha de Madureira bem longe do título máximo de campeã.
Além disso, alas gigantescas e desorganizadas mostravam símbolos das regiões representadas, mas nem sempre identificadas. Nos carros alegóricos, muita animação mas pouca riqueza ou efeitos especiais, o que refletiu os escassos recursos da escola.
Se isso pode não agradar os jurados, o público a consagrou com gritos de "é campeã". Essa frase costuma ser ouvida no final do desfile da Mangueira, mas, este ano, a escola fez um desfile um tanto repetitivo devido ao excesso de dourado.
A campeã de 2002 escondeu o tradicional verde e rosa da estação primeira e tornou monótona a sequência de 38 alas e oito carros alegóricos.
Mas a Mangueira, que mostrou o caminho do ouro, levando para o sambódromo carioca a Estrada Real, que liga Minas ao Rio, soube fazer uso do luxo e empolgou o público.
Uma escola que deu o que falar foi a Grande Rio. Joãosinho Trinta gosta de polêmica, inovação e levitação. Ele já mostrou isso em outros Carnavais e, em 2004, tentou se superar como carnavalesco da Grande Rio.
Com o enredo "Vamos vestir a camisinha, meu amor", ele levou para a Sapucaí uma comissão de frente que encantou e arrancou aplausos do público, e carros alegóricos cobertos ou auto-intulados censurados.
A comissão de frente era composta por casais realizando uma coreografia muito bem ensaiada e que testou ao máximo a flexibilidade dos dançarinos. Um grande globo prateado seguia logo atrás, puxado por quatro homens. O globo parava, subia, se abria ao meio e revelava um homem, que também se elevava, para depois descer na avenida.
O homem trajava apenas calças, mas suas costas eram pintadas como uma serpente, a de Adão e Eva, personagens bíblicos que se entregaram ao pecado. A primeira polêmica: os casais se beijavam na boca, inclusive os do mesmo sexo.
Logo depois, o portal abre-alas estava completamente coberto por um plástico preto, que trazia em grandes letras vermelhas: "censurado" --eram as esculturas do Kama Sutra. Outro carro foi parcialmente coberto por panos verdes e cartazes com os mesmos dizeres.
Outra estátua que causou polêmica --a que mostrava Adão e Eva simulando o ato sexual-- foi coberta com um pano dourado, que lembrava um lençol. Um outro carro trouxe casais em camas espelhadas.

MAIS SAMBAS ANTIGOS
Com a reedição do enredo "Lendas e Mistérios da Amazônia," campeão do Carnaval do Rio de Janeiro de 1970, a Portela foi provavelmente a favorita do primeiro dia de desfiles do Rio.
Com um refrão contagiante, a escola embalou uma apresentação luxuosa e animada. A Portela apostou em bonecos que se mexiam para adornar os carros alegóricos, e no verde e azul para as fantasias, uma combinação de cores que garantiu um tom luxuoso, como na roupa do primeiro casal de porta-bandeira e mestre-sala. As cores representavam a água e a floresta da região.
Uma das alas que chamou a atenção foi a do beija-flor: bailarinas vestidas de azul apresentavam uma delicada coreografia.
O primeiro carro alegórico trouxe a tradicional águia da Portela, que desta vez veio dourada e berrando mais do que nunca.
A Tradição emocionou ao repetir o samba-enredo campeão de 1984, "Contos de Areia". Após um desfile desastroso no ano anterior sobre o jogador Ronaldinho, ela veio nas asas da águia-mãe Portela. A escola nascida há 20 anos de uma cisão em Madureira, mostrou que cresceu e não poupou esforços para garantir a permanência entre as principais do Carnaval carioca.
Com ritmo mais acelerado, o samba-enredo foi cantado pelo público do começo ao fim do desfile, misturando a nostalgia com o sangue novo da escola que nunca foi campeã. "É cheiro de mato, é terra molhada, é Clara guerreira, lá vem trovoada", cantavam com garra os componentes, como se a chuva que acompanhou a escola tivesse sido encomendada.
A Viradouro mostrou que samba velho fica melhor com bateria competente e escola idem. O samba "A festa do Círio de Nazaré", de 1975, emprestado da Estácio de Sá, renasceu nas mãos da Viradouro e, sob a chuva, deu um toque místico à entrada da escola na avenida.
A escola iniciou o desfile de maneira impressionante. A segunda ala da Viradouro, onde atores simulavam a procissão do Círio de Nazaré, ganhou realismo histórico funcionando debaixo de um temporal, com passistas e público entoando o refrão "Oh virgem santa, olhai por nós. Olhai por nós oh virgem santa, pois precisamos de paz."


Enredos das Escolas do Samba

São Clemente - Boi voador sobre o Recife: o cordel da galhofa nacional.

Caprichosos de Pilares- Xuxa e seu reino encantado no carnaval da imaginação.

Unidos da Tijuca - O sonho da criação e a criação do sonho: a arte da ciência no tempo do impossível.

Acadêmicos do Salgueiro - A cana que aqui se planta tudo dá, até energia... Álcool, o combustível do futuro.

Acadêmicos do Grande Rio - Vamos vestir a camisinha, meu amor!

Estação Primeira de Mangueira - Mangueira redescobre a Estrada Real... E deste eldorado faz seu carnaval.

Portela - Lendas e mistérios da Amazônia.(reedição do carnaval de 1970)

Tradição - Contos de areia - Paulo da Portela, Natal e Clara Nunes. (reedição do carnaval de 1984 da Portela)

Unidos do Porto da Pedra - Sou Tigre, sou Porto, da Pedra à Internet ? mensageiro da história da vida do leva-e-traz.

Imperatriz Leopoldinense– Breazail.

Império Serrano - Aquarela brasileira. (reedição do carnaval de 1964)

Beija-Flor - Manôa, Manaus, Amazonas, Terra Santa... Que alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz.

Unidos do Viradouro - Pediu pra Pará, parou... Com a Viradouro eu vou!

Mocidade Independente de Padre Miguel - Não corra, não mate, não morra, pegue carona com a Mocidade! Educação no trânsito.


Ordem dos desfiles do Grupo Especial

DOMINGO

- SÃO CLEMENTE
- CAPRICHOSOS DE PILARES
- UNIDOS DA TIJUCA
- SALGUEIRO
- GRANDE RIO
- MANGUEIRA
- PORTELA

SEGUNDA

- TRADIÇÃO
- PORTO DA PEDRA
- IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
- IMPÉRIO SERRANO
- BEIJA FLOR DE NILÓPOLIS
- VIRADOURO
- MOCIDADE INDEPENDENTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte : RioTur
 
 
 
 
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