O Museu da Língua Portuguesa
é um museu interativo sobre
a língua portuguesa localizado
na cidade de São Paulo no histórico
edifício Estação
da Luz,
no Bairro da Luz, concebido pela Secretaria
da Cultura paulista
em conjunto com a
Fundação Roberto Marinho,
tendo um orçamento de cerca
de 37 milhões de reais (14,5
milhões de euros).
O objetivo do museu
é criar um espaço vivo
sobre a língua portuguesa,
considerada como base da cultura do
Brasil, onde seja possível
causar surpresa nos visitantes com
os aspectos inusitados e, muitas vezes,
desconhecidos de sua língua
materna. Segundo os organizadores
do museu, "deseja-se
que, no museu, esse público
tenha acesso a novos conhecimentos
e reflexões, de maneira intensa
e prazerosa". O museu
tem como alvo principal a média
da população brasileira,
composta de pessoas provenientes das
mais variadas regiões e faixas
sociais do país, mas que ainda
não tiveram a oportunidade
de obter uma idéia mais precisa
e clara sobre as origens, a história
e a evolução contínua
da língua.
Cerimônia
de Inauguração
O museu foi inaugurado
na segunda-feira de 20 de março
de 2006, com a presença do
ministro da cultura e cantor Gilberto
Gil, representando o presidente
brasileiro Luiz Inácio Lula
da Silva, da ministra da cultura de
Portugal, Isabel Pires de Lima, do
governador paulista Geraldo Alckmin,
do ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso, de António Carmona
Rodrigues, presidente da câmara
municipal (prefeito) de Lisboa, do
presidente da Fundação
Calouste Gulbenkian e outras autoridades
representativas, não apenas
de Portugal e do Brasil, mas de todos
os países lusófonos.
A língua fala
por si. A importância de tratar
da língua seja através
dos museus, dos programas, dos acordos
ortográficos, seja através
dos processos de liberalização
das falas novas, a língua é
importante. A língua é
nossa mãe. O museu cuida de
todos os aspectos da língua
escrita, falada, da língua
dinâmica, a língua da
interação, a língua
do afeto, a língua do gesto,
e de tudo isso este museu vai cuidar.
O
museu
Apesar da palavra
museu trazer a idéia de algo
rústico e antigo, o museu possui
um acervo inovador e predominantemente
virtual, combinando arte, tecnologia
e interatividade, lembrando que o
museu está localizado em um
prédio histórico. Composto
das mais diversificadas exposições
nas quais são utilizados objetos,
vídeos, sons e imagens projetadas
em grandes telas sobre a língua
portuguesa, considerada do ponto de
vista de patrimônio cultural
dos povos lusófonos.
O museu ocupa três
andares da Estação da
Luz, com 4.333 m². Criação
do arquiteto brasileiro Rafic Farah,
logo na entrada vê-se a chamada
"Árvore da Língua",
uma escultura com três andares
de altura em que nas folhas surgem
contornos de objetos e as raízes
são formadas por palavras que
deram origem ao português. A
árvore pode ser visualisada
quando o visitante usa o elevador
de acesso aos outros andares com paredes
transparentes.
Ambientes
internos
O museu conta com os seguintes ambientes:
Auditório
O auditório possui um telão
de nove metros de largura, onde é
apresentado um curta-metragem, criado
por Antônio Risério e
com direção de Tadeu
Jungle, sobre o surgimento, história,
diversidade, poder e importância
das línguas para o humanidade.
O telão se revela uma grande
porta basculante para a "Praça
da Língua".
Grande
Galeria
Espaço que lembra uma estação
de trem e um grande túnel,
possui um telão de 106 metros
de comprimento, onde são projetados
onze filmes simultaneamente, dirigidos
por Marcello Dantas, Victor Lopes
e Carlos Nader. Cada projeção
ocupa nove metros da parede, com seis
minutos de duração,
tratando de temas como cotidiano,
dança, festas, carnavais, futebol,
música, relações
humanas, culinária, valores,
saberes e um dedicado à cultura
portuguesa.
Beco
das Palavras ou Jogo da Etimologia
Considerado um dos espaços
mais lúdicos da exposição
permanente, onde os visitantes se
divertem movimentando imagens que
contém fragmentos de palavras,
que incluem sufixos, prefixos e radicais,
formando um jogo curioso que tem como
objetivo formar palavras completas.
Quando o objetivo é alcançado,
a mesa de projeção se
transforma uma tela futurista que
mostra animações e filmes
sobre a origem e o significado da
palavra formada.
Mapa
dos Falares
Uma grande tela interativa que mostra
os falares do Brasil, onde é
possível navegar pelo mapa
e acessar áudios com amostras
da forma de falar dos brasileiros
dos estados da Federação.
No site do museu é possível
acessar esses áudios.
Lanternas
das Influências ou Palavras
Cruzadas
Espaço com oito totens multimídia,
em formato triangular e são
dedicados às línguas
que formaram e influenciaram o português
brasileiro, composto de dois totens
dedicados às línguas
africanas, dois às línguas
indígenas, um para espanhol,
um para inglês e francês,
um para línguas dos imigrantes
e o último para o português
no mundo, sendo que cada toten possui
três monitores interativos,
um para cada face. O objetivo dos
totens é transmitir a riqueza
cultural da nossa língua, bem
como mostrar a contribuição
desses povos que ajudaram a gerar
a língua e identidade brasileiras.
Praça
da Língua
Lembrando um anfiteatro, com arquibancadas,
é um planetário de palavras
no qual efeitos visuais são
projetados no teto e um piso que se
torna luminoso. Na tela são
apresentados os grandes clássicos
da prosa e da poesia em sons e imagens,
tendo como temas amor, exílio,
pessoas, favela e música, acompanhados
de imagens criadas por Eduardo Menezes,
Guilherme Specht e André Wissenbach,
com direção artística
de Marcello Dantas e produção
musical e sonora de Cacá Machado.
A seleção, que reúne
poesias de Carlos Drummond de Andrade,
Gregório de Matos, Fernando
Pessoa e Luís de Camões,
textos de Guimarães Rosa, Euclides
da Cunha e Machado de Assis e canções
de Noel Rosa e Vinícius de
Moraes, foi elaborada pelos professores
de literatura e músicos José
Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski.
A apresentação completa
possui três versões de
vinte minutos cada, que ocorrem alternadamente.
Os narradores selecionados são
Arnaldo Antunes, Bete Coelho, Chico
Buarque, Juca de Oliveira, Maria Bethânia,
Paulo José, Zélia Duncan,
dentre outros selecionados pela beleza
da voz.
Linha
do Tempo ou História da Língua
Portuguesa
Num grande painel, resultado da pesquisa
do professor Ataliba de Castilho,
são mostradas as origens remotas
e indoeuropéias da nossa língua,
apresentando a evolução
histórica do português
desde o etrusco, o latim clássico
e vulgar, as línguas românicas
antigas e as três línguas
que compõe o cerne da língua
portuguesa contemporânea: o
português lusitano, as línguas
indígenas e as africanas, revelando
que a história da língua
portuguesa remonta a quatro mil anos
antes de Cristo. O painel cobre um
período de seis mil anos da
história humana.
Uma seleção de 120 grandes
obras da literatura brasileira, escolhidas
por Alfredo Bosi, complementam a exposição
histórica da língua.
Exposições
Temporárias
Ambiente destinado a exposições
temporárias sobre o idioma,
iniciando com os 50 anos de um clássico
da literatura brasileira: Grande Sertão:
Veredas, de Guimarães Rosa.
Nessa primeira exposição
há sete caminhos a serem percorridos,
cada um correspondente a um personagem
ou a um aspecto importante do livro.
Fonte: Wikipédia,
a enciclopédia livre.
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o site oficial do
Museu da Língua Portuguesa |
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