Página Inicial Página Inicial
Portugués Online << Home
 
   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  Vocabulario on-line
 

  Arte Moderno
  Bandera de Brasil
  Capoeira
  Carnaval Carioca 2007
  Clima
  Contos e Lendas
  Contos Infantis
  Distancias
  Extranjero en Brasil
  Festas Juninas
  Festividades
  Festividade Religiosas
  Gastronomía
  Historia
  Lengua portuguesa
  Literatura popular
  Localización geográfica
  Mercosur
  MST - Sin Tierra
  Música
  Patrona del Brasil
  Población
  Trabajo en Brasil
  Visas para Brasil
 

Informes
Especiales

  Blumenau - Oktoberfest
  Bonito - MG do Sul
  Bombas y Bombinhas
  Bumba meu Boi
  Caetano Veloso
  Cataratas del Iguazú
  Chapada Diamantina
  Festival de Parinitns
  Gal Costa
  Machado de Assis
  Museo de la Lengua
  Natal - Especial 2007
  Portinari
  Réveillon no Rio
  São Joaquim - SC
  São Paulo 450 anos
   
 
   
FESTIVAL DE PARINTINS
28, 29 e 30 de Junho
 
   

Na Amazônia, uma explosão de cores e ritmos

Em sua 37ª edição, os três dias e as três noites da famosa festa amazonense movimentam - de 28 a 30 deste mês - a pacata ilha de Parintins de aproxi madamente 90 mil habitantes, situada a 420 km da capital Manaus. Considerada a maior manifestação popular do Norte brasileiro, a festa tem ares de uma fantástica ópera, onde duas “galeras” (torcidas) de dois grupos rivais, o Caprichoso e o Garantido, encenam lendas e rituais amzônicos e disputam, ano a ano, o título do Festival. O que se vê é um certo sincretismo de todas as manifestações tipicamente brasileiras: carnaval, São João, futebol , missa e lendas folclóricas.

O grande “barato” do espetáculo é que a cidade fica dividida entre duas cores: só existe o azul, do Boi Caprichoso, campeão 14 vezes, e o vermelho do Garantido, com 20 títulos. A rivalidade entre as duas torcidas é tal, que quem escolhe um dos bois deve assumir um sério compromisso com a cor: não é permitido usar nenhuma peça de roupa da cor da outra torcida, nem pronunciar o nome do concorrente, que é sempre referido como “o contrário”. A questão do amor à cor é tão séria que até a poderosa Coca-Cola, patrocinadora do evento desde 1995, teve de mudar para azul a sua famosa logomarca no lado “caprichoso” da arquibancada. A questão da cor chegou inclusive a vetar a presença de jurados gaúchos na comissão julgadora. Motivo: os representantes do Rio Grande do Sul poderiam ser influenciados pelas cores dos times rivais Internacional (vermelho) e Grêmio (azul), na hora de avaliar as performances dos bumbás.

Apesar de tanta rivalidade, o respeito para com os adversários é sagrado. Enquanto o Garantido se apresenta, ninguém da galera do Caprichoso se manifesta sob pena de perder pontos. O contrário também acontece: os milhares de garantidos ficam totalmente mudos quando o rival entra no bumbódromo, arena construída em 1988 especialmente para o Festival. O Centro de Convenções Amazonino Mendes, vulgo Bumbódromo, tem formato de uma cabeça de boi estilizada e pode receber até 40 mil pessoas. Existem camarotes e cadeiras numeradas, mas a grande maioria dos ingressos é de graça, o que faz com que já de manhã uma fila enorme se aglomere do lado de fora. O show começa apenas às 20h.

A lenda do Boi-bumbá

O ponto alto da Festa do Boi é a encenação da lenda do Boi-bumbá. A história é simples: grávida, Mãe Catirina deseja comer a língua do boi mais bonito da fazenda onde vive, o que leva seu marido, o peão Pai Francisco, a matar o animal de estimação de seu patrão. O homem é descoberto e preso. Para salvar o boi, o amo manda chamar um médico e um padre, que acabam conseguindo ressuscitar o animal. Pai Francisco é perdoado e todos iniciam uma grande festa. Trazido do Nordeste, o espetáculo de Parintins ganhou algumas adaptações: o médico virou um pajé, a presença do negro foi substituída pela do índio e a prisão do matador só é conseguida com a ajuda de uma tribo indígena.

Ao som da Marujada (bateria do Caprichoso) ou da Batucada (a do Garantido), os 4 mil brincantes, como são chamados os integrantes de cada torcida, encarnam os personagens da lenda: além do amo do boi, do levantador de toadas (cantor), da sinhazinha da fazenda, da rainha do folclore, dos vaqueiros, do pajé, e é claro, de Pai Francisco e Mãe Catirina, cada “boi” ainda é composto pelo narrador, que conta a lenda e fala sobre os personagens e pelo apresentador, responsável por animar a torcida e narrar a matança do boi. Entretanto, a figura central da encenação fica escondida debaixo da fantasia do boi. É o Tripa, que carregando uma pesada armação, pula e dança sem parar e chega a perder um quilo e meio por noite.

Cerca de 100 mil pessoas chegam à Parintins em junho, entre elas artistas, personalidades, políticos e empresários interessados em se esbaltar na festa de cores, ritmos, música e muita emoção.

Garantido e Caprichoso

GARANTIDO - Simbolizado pelo coração vermelho, o boi foi fundado em 1913 por Lindolfo Monteverde, famoso cantor de versos do local. Durante o serviço militar Monteverde adoeceu, e fez promessa para São João de que, caso recobrasse a saúde, criaria um Boi que sairia todos os anos à rua enquanto ele vivesse. E assim continua até hoje. Quanto ao nome Garantido, as versões são muitas. Uma delas é de que teria surgido durante uma briga com o Boi contrário (em Parintins a torcida de um Boi chama o rival de contrário). Segundo Lindolfo, o seu Boi saia inteiro, enquanto o contrário sempre tinha o chifre quebrado. "Isso é garantido" dizia ele.



Outra hipótese envolve o repentista Emídio Vieira, que fez um desafio a Lindolfo: "... vou caprichar no meu Boi".E a resposta veio em seguida: "Pois capriche no seu que eu garanto o meu".

Inevitavelmente o Festival de Parintins é comparado ao Carnaval carioca. Afinal de contas, ambos envolvem carros alegóricos e fantasias. No entanto, as comparações param por aí.

Em 1º lugar, durante o Carnaval, as escolas de samba (14 no grupo Especial, mais 12 no grupo de acesso), compostas por diversas alas, desfilam ao som do samba cantado por seu puxador. Além disso, o desfile ocorre conforme uma parada: tem início na concentração, atravessa uma passarela, e termina na dispersão.

Já Parintins tem a dinâmica de uma Ópera: o espetáculo acontece dentro de uma arena circular, onde cada um dos bois realiza seu desfile com carros alegóricos que se mexem, e produzem vários efeitos especiais. Além disso, cada boi tem sua "galera", a qual ensaia uma coreografia para o desfile.

Finalmente um fato que merece destaque, é que enquanto um Boi desfila e sua galera faz coreografias, a galera do contrário deve permanecer em silêncio, para não ofuscar o espetáculo. Uma verdadeira lição de cavalheirismo.


CAPRICHOSO - Simbolizado pela estrela azul, pela versão oficial o boi começou em 1925 após a saída de um de seus componentes, que foi substituído por dois irmãos cearenses, os quais criaram o boi para pagar uma promessa, mas existem outras interpretações da história:

Uma é de que teria surgido em meados da década de vinte, através de moradores de Parintins que se reuniram para fundar um Boi-bumbá, e homenagear o Boi Caprichoso, que já existia na cidade de Manaus. A idéia tanto deu certo, que o dono do Boi Galante de Parintins (existente desde 1922) aceitou a idéia.

Finalmente dizem que dois cearenses que ali chegaram, criaram o Boi para pagar promessa. Segundo eles, um Boi seria colocado para dançar nas festas de São João caso os dois tivessem sucesso na nova terra.



 

 

 

 

 
 
 
  © Copyright 1999-2007 PortuguésOnline.com ® - Terminos y Condiciones de Uso