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Conheça
algumas danças relacionadas às
Festas Juninas:
Quadrilha
Também
chamada de quadrilha caipira ou de quadrilha
matuta, é muito comum nas festas
juninas. Consta de diversas evoluções
em pares e é aberta pelo noivo e
pela noiva, pois a quadrilha representa
o grande baile do casamento que hipoteticamente
se realizou.
Esse tipo de dança (quadrille) surgiu
em Paris no século XVIII, tendo como
origem a contredanse française, que
por sua vez é uma adaptação
da country danse inglesa, segundo os estudos
de Maria Amália Giffoni.
A quadrilha foi introduzida no Brasil durante
a Regência e fez bastante sucesso
nos salões brasileiros do século
XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede
da Corte. Depois desceu as escadarias do
palácio e caiu no gosto do povo,
que modificou suas evoluções
básicas e introduziu outras, alterando
inclusive a música.
A sanfona, o triângulo e a zabumba
são os instrumentos musicais que
em geral acompanham a quadrilha. Também
são comuns a viola e o violão.
O marcador, ou "marcante", da
quadrilha desempenha papel fundamental,
pois é ele que dá a voz de
comando em francês não muito
correto misturado com o português
e dirige as evoluções da dança.
Hoje, dança-se a quadrilha apenas
nas festas juninas e em comemorações
festivas no meio rural. A quadrilha é
mais comum no Brasil sertanejo e caipira,
mas também é dançada
em outras regiões de maneira muito
própria, caso de Belém do
Pará, onde há mistura com
outras danças regionais. Ali, há
o comando do marcador e durante a evolução
da quadrilha dança-se o carimbó,
o xote, o siriá e o lundum, sempre
com os trajes típicos.
Os trajes mais comuns são: para os
cavalheiros, camisa de estampa xadrez, com
imitação de remendos na calça
e na camisa, chapéu de palha, talvez
um lenço no pescoço e botas
de cano; as damas geralmente usam vestidos
com estampas florais, de cores fortes, com
babados e rendas, mangas bufantes e laçarotes
no cabelo ou chapéu de palha.
Fandango
Dançado
em várias regiões do país
em festividades católicas como o
Natal e as festas juninas, o fandango tem
sentidos diferentes de acordo com a localidade.
No Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio
Grande do Sul e até em São
Paulo) o fandango é um baile com
várias danças regionais: anu,
candeeiro, caranguejo, chimarrita, chula,
marrafa, pericó, quero-quero, cana-verde,
marinheiro, polca etc. A coreografia não
é improvisada e segue a tradição.
Bumba-meu-boi
Dança
dramática presente em várias
festividades, como o Natal e as festas juninas,
o bumba-meu-boi tem características
diferentes e recebe inclusive denominações
distintas de acordo com a localidade em
que é apresentado: no Piauí
e no Maranhão, chama-se bumba-meu-boi;
na Amazônia, boi-bumbá; em
Santa Catarina, boi-de-mamão; no
Recife, é o boi-calemba e no Estado
do Rio de Janeiro, folguedo-do-boi.
O enredo da dança é o seguinte:
uma mulher chamada Mãe Catirina,
que está grávida, sente vontade
de comer língua de boi. O marido,
Pai Francisco, resolve atender ao desejo
da mulher e mata o primeiro boi que encontra.
Logo depois, o dono do boi, que era o patrão
de Pai Francisco, aparece e fica muito zangado
ao ver o animal morto. Para consertar a
situação, surge um curandeiro,
que consegue ressuscitar o boi. Nesse momento,
todos se alegram e começam a brincar.
Os participantes do bumba-meu-boi dançam
e tocam instrumentos enquanto as pessoas
que assistem se divertem quando o boi ameaça
correr atrás de alguém. O
boi do espetáculo é feito
de papelão ou madeira e recoberto
por um pano colorido. Dentro da carcaça,
alguém faz os movimentos do boi.
Lundum
De origem
africana, o lundu foi trazido para o Brasil
pelos escravos vindos principalmente de
Angola. Nessa dança, homens e mulheres,
apesar de formar pares, dançam soltos.
A mulher dança no lugar e tenta seduzir
com seus encantos o parceiro. A princípio
ela demonstra certa indiferença,
mas, no desenrolar da dança, passa
a mostrar interesse pelo rapaz, que a seduz
e a envolve. Nesse momento, os movimentos
são mais rápidos e revelam
a paixão que passa a existir entre
os dançarinos. Logo o cavalheiro
passa a provocar outra dama e o lundu recomeça
com a mesma vivacidade. O lundu é
executado com o estalar dos dedos dos dançarinos,
castanholas e sapateado, além do
canto acompanhado por guitarras e violões.
Em geral a música é executada
como compasso binário, com certo
predomínio de sons rebatidos.
Essa dança é típica
das festas juninas nos estados do Norte
(como parte da quadrilha tradicional e independente
desta), Nordeste e Sudeste do Brasil.
Cateretê
Dança
rural do Sul do país, o cateretê
foi introduzido pelos jesuítas nas
comemorações em homenagem
a Santa Cruz, São Gonçalo,
Espírito Santo, São João
e Nossa Senhora da Conceição.
É uma dança bastante difundida
nos estados de São Paulo, Rio de
Janeiro e Minas Gerais e também está
presente nas festas católicas do
Pará, Mato-Grosso e Amazonas.
Nas zonas litorâneas, geralmente é
dançado com tamancos de madeira dura.
No interior desses estados, os dançarinos
dançam descalços ou usam esporas
nos sapatos. Em algumas cidades o cateretê
é conhecido como catira.
Em geral, o cateretê é dançado
apenas por homens, porém em alguns
estados, como Minas Gerais, as mulheres
também participam da dança.
Os dançarinos formam duas fileiras,
com acompanhamento de viola, cantos, sapateado
e palmas. Os saltos e a formação
em círculo aparecem rapidamente.
Os dançarinos não cantam,
apenas batem os pés e as mãos
e acompanham a evolução. As
melodias são cantadas por dois violeiros,
o mestre, que canta a primeira voz, e o
contramestre, que faz a segunda.
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